“ensaio sem título, só expressão” IV

Ensaio sem título, só expressão

Foto: P.H. Nuñez
A dualidade entre Realidade X Conformismo
O que essas marcas te dizem?

“A câmera registra a fim de esquecer”. (John Berger)

É realmente encantador. Essa coisa de um aparelho sensível a luz poder registrar determinada situação, enquadrar determinado lugar e poder reproduzir com as mesmas características, cores, na máxima semelhança, é algo que realmente fascina. Pessoalmente eu fico muito, e acho que a palavra seria essa, atônito.

O que também é muito interessante são as linguagens e as hipóteses de interpretação que se pode ter de determinada imagem. Mesmo não tendo vivenciado determinado contexto histórico de alguma imagem, ainda assim, é possível poder tirar conclusões ou até chegar perto do que realmente estava acontecendo na época em que a imagem foi capturada. Eu acho isso sensacional.

Como fotógrafo iniciante (não me considero profissional e até preciso pensar sobre essa questão de rótulo de ‘profissional’, o que faz alguém ser profissional?) pensar fotografia desse modo tem sido um diferencial. Estudar a fotografia de um modo sociológico, antropológico e criativo tem sido algo grandioso.

Grandioso e ao mesmo tempo é algo desafiador. Que nem a professora de Criação Fotográfica, Roberta Guimarães diz: “Fotógrafo de uma foto só”. Tenho tentado tomar cuidado com a pretensão, pois ela por muitas vezes é traiçoeira. Preciso só me ater ao equilíbrio.

Bem, dando continuidade à série “ensaio sem título, só expressão”, vai mais uma foto das crianças na cidade de João Alfredo, interior Pernambucano.